Depois de sair de um trampo que me deixou vários meses sem poder jogar sequer uma partidazinha (no máximo uns 3 HU!), vou tentar voltar aos poucos. Gastei a grana que tava no netteler, então vai ter que ser uma parada de reconstrução.
Até que começou bem, ontem cravei o sitzão de 90 pessoas do FT. Seguem abaixo algumas mãos:
Hoje não foi legal, 2 outs, runner runner e afins, mas joguei pouco. A partir de amanhã colo com Versu para tentar ajudar no Mini FTOPS do FT. Tá brabo, muita porrada, mas ainda dá tempo, tem muita água pra rolar debaixo da ponte. Vamo pra cima.
Olá galera do Poker. Em primeiro lugar, peço desculpas pela falta de atualização do blog. Diminuí muito o tempo de jogo nesse primeiro semestre, tanto online quanto live. Então, a verdade é que não tinha muito o que comentar por aqui. Aos poucos, tenho retomado o jogo, pelo que pretendo voltar a postar aqui com uma frequência maior.
No começo de junho joguei a etapa Bahia do BSOP. De longe - e de perto - , o torneio mais difícil que joguei até hoje. Field de 205 pessoas, premiação de R$ 53.000,00 para o primeiro colocado. Stack inicial de 15 k, blinds 45 minutos. Na primeira mesa, um cara de Santa Catarina, que jogava bem, uma menina de Barreiras, tight até dizer chega, Mamãozinho (que acho um dos melhores jogadores da Bahia, com uma leitura espetacular, na minha opinião equiparando-se a Paulinho Mamãe Diná Souza, que acho que é quem melhor "lê" na Bahia), Guga Obina, que também tenho visto jogar muito bem, outro cara de Salvador, que esqueci o nome, mas já vi em algumas mesas por aí, um senhor daqui da Bahia (também não sei o nome), que joga cash, e tava naquele estilo "meto ficha e daqui a pouco vou pra casa". Os outros não me lembro bem, sei que tinha um cara de Aracaju.
Acho que fui chip leader na primeira mão, lol, roubando os pingos de 88... A primeira mão que envolvi mais sério foi um A2 no dealer, vários limps, todo mundo fold, eu ficha, todos fold até a menina de Barreiras, que paga no cut off. Flop QJx (se Fabinho Maia ta na mão eu dou insta fold) rainbow, ela mesa, eu ficha. Ela pensa bastante e dá call. Coloquei ela num par médio, o J, ou um draw de sequencia. Turn T, ela mesa, eu beto de novo pra ver qual é e ela insta call. Desisti do pot, pensei eu, porque ela acertou. Qual não foi minha surpresa ao ver um belíssimo K no river, me dando o nuts, ela mesa, eu faço uma aposta por valor e ela pensa bastante, fala alguma coisa em barreirês, cuja tradução é “mocozei e me fudi”, e paga de K9, seqüenciada no turn. lololol, ty!
Fui para 18 k, a média ainda em 15, era começo de torneio. Nenhuma mão digna de ser comentada, tentei puxar uns pots e tomei volta de Guga Valença, respeitei. Aí veio uma mão que joguei muito mal. Raisei de 77 no dealer e tomei pirueta de Mamãozinho no sb. Não me lempro exatamente do flop, acho que KQ9. Mamão ficha, eu penso bastante e call. River dobra a Q, Mamão ficha de novo, eu call de novo. River J, Mamão mesa, eu 4k. Mamão pensa bastante, diz que a única mão que pode me dar para eu estar ganhando é TT e dá call de AA. A leitura dele é muito boa, e minha jogada muito ruim. Um jogador bom vai saber que, com uma mão melhor que o AA naquele board, eu teria voltado nele. Então, para estar ganhando dele, eu teria um KQ muito bem mocozado, um AQ cagado ou um TT. Todas as outras mãos que eu possa ter ali ele vai estar na frente. É um excelente call, e o tempo que ele passou pensando para pagar o river mostra o bom jogador que ele é. Muita gente teria dado insta call. Teriam ganho do mesmo jeito, mas essa com certeza é uma jogada que tem que ser pensada.
O blefinho mal feito e na hora errada reduziu meu stack para 4k. Aquele baiano que não sei o nome raisou de posição cedo, voltei all in de AJ suíno (naipado) e ele largou. Fui para uns 5k, e poucas mãos depois ele raisou de novo, eu pirueta de novo de AQ. Ele paga e mostra AJ. O dealer bate o flop, xxJ. Falei pra ele, “não faça uma miséria dessas não, pelamordeDeus...”. Turn jacaré do papo amarelo, mas, no river, como diria Chris de Burgh, the lady in red, uma linda dama vermelha para salvar Barruan. Nunca despreze uma dama.
Mudei de mesa, com alguns roubos tinha voltado para os 15 k, mas o blind já tava mais alto, continuava no aperto. Na mesa nova, um cara que acho que é profissional, Max alguma coisa, muito bom jogador, Guga “Best Poker” Azevedo, que também jogou o fino, um bróder de Manaus, que estava à minha direita, e não foldou um sb sequer em dois dias (lololol), um carioca torcedor do Botafogo, que gritava “Fogo!” quando ganhava uma mão, e alguns outros. Depois entrou Henrique Diniz (o pai, que é Filho).
Peguei um TT no BB, rodou fold até o Manauara, que (surpresa) completou no sb. Meti ficha, ele pensou e pagou. Flop Qxx, ele bet 3k (acertava um flop como ninguém, caía ele mandava). Eu mando nos peitos dele a Bahia, Sergipe, um pedaço de Alagoas e a Zona Franca de Manaus. Se tiver a Q parabéns, Tio Barrua vai pra casa. Se não tiver, largue sua parada aí, seu defensor de blind. Ele pensa bastante, larga e pergunta o que eu tinha, ouvindo a clássica resposta “rapaz, esqueci”.
Já à noite, blinds mais altos, a última mão antes de um break, eu acho minha primeira mão de verdade, um AA no sb. “Fogo” larga de raise do utg, a galera folda e se pica pro break, eu resolvo correr mais riscos pra maximizar, só pago. Bb folda, flop 55T, lindo pra mim. É um flop que dificilmente ajudou ele (só se for 55 ou TT, lol), e que ele vai pensar que não me ajudou também. Largo de raise 4k, ele pirueta pra 8 k. Faço cara de que não gostei, penso um mês e dou call. Flop K, eu mesa, ele pergunta quanto eu tenho pra trás. 11k, respondo, e ele beta 7k. Mando all in pelas fuças, mais 4k num pot que tem mais de 25 k. Ele larga, eu mostro AA (tinha que mostrar como eu trouxe ele no bolso do paletó), ele mucka e fala que sabia, e que tinha o K. Ah, tá. Com aquele pot, o call é obrigatório até de 22, quanto mais com o top pair. Conta outra.
Fico melhor, passo o average. Raiso de 44, tomando call de Guga. Flop xx4, largo apostando, tomo pirueta de Guga, mais 7 k. Faço de novo o teatrinho do “porra, não gostei, tá pesado”, e pago. Turn vem um mico leão dourado, eu aposto pouco, como se fosse uma blocking bet, Guga destampa, eu volto all in de mais 12 k. Ele pensa muito e larga. Falou que tinha AA, e eu acredito, porque inclusive ele falou “eu mostrei!”. Não vi ele mostrando, mas ele falou transparecendo muita veracidade. Ou é um excelente ator ou foldou mesmo o AA, nice fold.
Aí começou um período de vacas muito magras, sobrevivendo às custas de um roubo ou outro, nada representativo. O blind já estava pesando, passei para o segundo dia com 29 k, o blind 1000/2000.
48 jogadores começaram o segundo dia, eu em all in mode, 29 k eram 10 blinds. Numa das primeiras mãos, eu de QQ consigo dobrar. Volto no cara, que me dá insta call de At. Ele estava com a camisa do Bahia (só podia...). Numa mão pouco depois, todos fold, dealer all in de poucas fichas, eu no SB de 22 vou por cima para isolar. BB fold, dealer mostra AJ. O 22 valente segurou e cresci mais.
Teve uma mão em que eu não estava envolvido, mas acho interessante comentar. Nei, amigo de Tita e Cláudio e Manuela Imbassahy, tinha chegado na minha mesa e estava bem. Certa mão ele raisa pra 18 k, se não me engano, e toma all in do manauara. Ele pensa bastante, o manauara diz que quer ser pago. Logo depois o manauara pede tempo, lol. Nei decide por pagar, e mostra AJ x AT do cara de Manaus. Nada o ajuda, Nei puxa o pot e despacha o brodinho de voltas para a Zona Franca. Comentei que com aquela mão eu também pagaria, pois ele se entregou quando pediu tempo, ficou claro que estava nervoso e não queria call. Nei falou que foi exatamente isso que pensou também. Essa mão é um bom exemplo daquilo que já falei aqui, de quanto a atenção e a observação são importantes, e como elas podem trazer informações cruciais para o desenrolar do torneio.
Estava com 100 k quando veio a mão terrível do torneio. Blind 2.500/5000, UTG raise pra 25 k, fold até mim, no Cut off de QQ. Não vi outro move que não fosse all in, porque fold eu não iria dar nunca. Eu push e o utg insta call de AA. No flop, ele trinca o A, mas cai TJA, tudo de ouros. Fico por qualquer ouros para o flush, sendo que o K é Royal (lol). No turn trinco a dama, aumentando um out, outra Q eu faço quadra. Um 4 preto acaba com a esperança no river.
Fico com 6900 k num blind 2500/5000. Ou seja, um blind. Restavam 42 pessoas, só premiava 21. Por incrível que pareça, eu sabia que não tinha acabado. Coloquei o objetivo de pelo menos entrar na premiação. A primeira mão após a porrada foi um 73, foldei, rezando para pegar uma mãozinha melhor para ir all in. Na mão seguinte, um TJ, eu mando all in, só o BB paga, o mesmo cara que me deu a porrada com o AA, completando só mais 1,9 k.
Tem um aparte, que lembrando é engraçado, mas na hora... chega um peru do lado da mesa e fala: “ééé, vai fechar o caixão...” Ele escolheu a pessoa certa pra falar. “Cê ta maluco, porra???? Acabei de tomar um porrada bizarra, tô no jogo e ainda vou ouvir peru agourando.??? Vai procurar o que fazer, mermão, mas saia de perto da mesa.” Óói, eu pisei em rastro de corno, na moral.
O Joe mostra Q4, acerta o 4 no flop, mas um jotinha salvador no river me deixa no game, a tampa do caixão ainda aberta.
A mão imediatamente seguinte foi um K9, “é tudo nóis” de novo. Empurro (19k) e novamente só tomo call do BB, de 84. Alguns da mesa acharam o call certo, eu acho horrível. O cara tinha cerva de 35 k pra trás, seria melhor empurrar, porque vc ainda tem o take down, do que encarar esse race. Flop 4xx (VTNC), turn x, e o river mais uma vez salva Barrua, um 9 lindo.
Vou para 45 k, mais ou menos, ainda fraco, mas no jogo. Na UTI, mas semi intensiva. Achei mais uma QQ, e mais uma vez veio raise do UTG. Novamente volto all in, ele paga de TT. As meninas (bom, xibom, xibombombom) seguraram, e voltei pro jogo definitivamente. Saí de 1 blind para quase 140 k.
Novamente um período sem nenhuma mão representativa, mas entrei ITM e passei à mesa semi-final. Blind pra lá de assassino, 5k-10k. Cheguei à mesa semi com 100 k, ou seja, novamente 10 blinds. Um bróder raisa pra 30 k, eu de AQ não vejo outra jogada senão pirueta, e mando all in. Ele paga e mostra KK (isso é hora, rapá?). Cai a dama, mas só, e aí é gg pra Barrua, em 18º, mais uma vez mesa semi-final.
Joguei 4 torneios grandes até hoje, 3 BSOP e um circuito paulista. Em três deles eu fiz mesa semi-final. Como resultado é razoavelmente bom, mas fica uma grande decepção por ter lutado tanto, ter chegado tão perto, e ficar de fora da FT. Se contar as 3 etapas do Circuito Baiano, tem mais duas mesas semi-finais, mas pelo menos tem uma FT também, na qual perdi o Heads Up de KK x AA para Marco Morais.
É isso, vamos pra próxima. Se estamos beirando, qualquer hora “nóis chega”.
Abraços a todos, Barrua
EV +: baianos no torneio, em especial Gustavo, Hélio Jr. e Nei, fazendo pela segunda vez barba, cabelo e bigode no BSOP.
EV +: Manuela Imbassahy, que fez o HU do Second Chance, representando bonito o poker da Bahia.
Olá galera do poker. Semana passada joguei meus dois primeiros torneios live de 2009, ambos no Game Clube (é com “e” ou sem “e”?). O primeiro foi o R$ 120 “Freeze Out”, realizado na segunda-feira, dia 19/01. Fui a bolha da mesa final, num torneio em que nada deu certo. Não peguei nenhuma grande mão (um AK, um 99 e mais nada), e tomei vários rivers na cabeça. Um dia ainda implemento o Texas Turn...
O segundo torneio da semana, o R$ 35, com um rebuy e um add on (esse dobrado), foi bem melhor. Stack inicial de 4k, blinds de 15 min., eu tinha cerca de 2,8 k no último nível antes do rebuy - blinds 100-200. Um bróder (não sei o nome, foi mal...) deu raise para 800, eu de AK. Não havia 3bet válida, porque a quantidade de fichas que ficariam atrás seria irrisória. Volto all in, ele pensa e paga de AJ. Nada esquisito no board e eu dobro.
Poucas mãos depois, Vavá limpa de utg, o mesmo cara que me dobrou dá call,eu completo no sb de AT. Flop T79 (e dez e sete bate? lololol), Vavá checa, e enquanto o cara estava pensando, o dealer se precipita e começa a virar a carta. Vavá fala que viu a carta, que acha que era um A, e que ajudaria ele. O bróder fala que ajudaria ele também.Decide-se por continuar a jogada, inclusive porque Vavá não tinha certeza. O joe raisa 1200, volto all in. Vavá larga, ele pensa bastante e larga A9 (pregado na cruz...). O dealer bate o turn só para confirmar se era o A, e não era. Era um 6, que daria seqüência a Vavá, que tinha A8.
Terminei a primeira hora com cerca de 7,4k. Com o rebuy de 4k e add on de 8k, fui para a segunda etapa do torneio com 19,4 k. Tinha perdido algumas fichas de blinds, quando Zagallo beta 3x da intermediária. Iure, que estava short, vai all in de cerca de 4,5k. Eu de AA, fui all in por cima, porque tinha mais 3 jogadores para falar depois de mim. Todos foldam, inclusive Zagallo. Não me lembro a mão de Iure, mas nada no board o ajudou, aumentei em fichas.
Eliminei outro cara de AK x A4, e fiquei legal em fichas. Mas o blind já começava a pesar, e tinha chegado na minha mesa Maurice, que estava bem de ficha também. Estava com cerca de 23 k quando Maurice raisou 3k, eu de AQ de espadas dei call. Não quis voltar, porque eu estava bem, não precisava de um embate com alguém que podia me fatiar. Flop 852, sendo duas de espadas. Maurice pensa bastante e aposta 6 k. Não senti firmeza, ele hesitou para apostar. Dei a ele 2 altas, talvez AK, ou algum par médio, tipo 99, TT no máximo.
É um board excelente para shove. Se Maurice tiver duas altas, dificilmente ele irá pagar. Na improvável hipótese dele pagar com duas altas, tenho provavelmente 12 outs para ganhar – 3 damas e 8 cartas de espada. Se for um par médio, a situação é ainda melhor, teria também os 3 outs do A.
Penso pouco e dou push, mais 14 k para ele pagar. Maurice pensa e folda, informando que tinha 99. É uma jogada tranqüila, dificilmente será paga – e caso seja, são muitos os outs para ganhar.
Cheguei na mesa final bem, mas o blind foi ficando cada vez mais assassino, roubei alguns pots, até chegar um 88 no sb, vindo fold até mim. O bb tinha AJ e acertou o J no flop, me fatiando legal.
Mais à frente falarei um pouco mais dessa e de algumas outras mãos, para abordar um outro tema que acho importante.
Restavam 3 jogadores (eu, Teco e Fernando, outro jogador novo). O blind estava 5k-10k, eu tinha cerca de 54k. Fernando dá mini-raise para 20 k. Nessa situação, quase sempre vou completar com any two. Não volto all in porque serei pago, não foldo porque 20% do meu stack já está no pot, e eu tenho 5 blinds. É completar, empurrar e rezar para o bróder não ter acertado. Pago de K7, e o board vem 983 rainbow. Empurro all in de 34 k (cerca de 2/3 do pot), e o cara dá insta call de AK, dizendo “sabia que ele não tinha nada!”. Sem ajuda até o river, gg para Barrua, em terceiro.
Felipe “Batidão”, que achei o melhor dos jogadores novos que conheci lá no torneio, comentou que gostou do call. Eu tendo a não concordar, e expliquei porque.
Para mim, não é a mão que eu tenho que faz a jogada ser boa ou não. Nem o resultado. É a mão que eu posso ter, e qual a conseqüência que a jogada pode trazer.
Como eu disse, o move dele pré-flop me faz dar call com quase any two. Na verdade, daria call com realmente quaisquer cartas, mas eliminemos as mais bizarras para que se perceba que ainda assim o leque é muito amplo.
Quais as mãos que eu poderia ter e estar ganhando? A3, A8, A9, K3, K8, K9, Q3, Q8, Q9, J3, J8, J9, T9, T8, 98, 97, 96, 95, 86, 85, qualquer 3 naipado, qualquer 8 naipado, qualquer 9 naipado, 22, 33, 44, 55. Excluo os pares 66+ porque provavelmente eu teria voltado all in preflop.
Ou seja, são mais de 30 mãos possíveis que eu estaria ganhando. Fora as que eu não estivesse ganhando, mas eventualmente acertasse a carta. O fold dele naquele momento o deixaria com cerca de 120 k, e eu com menos de 80 k. Seriam mantidas as posições no jogo. Ao contrário, se ele perdesse, desceria para menos de 87 k, e eu passaria de 110k. Inverter-se-iam as posições, e ia ser ruim de segurar Barrua...
Eu prefiro manter a dianteira do jogo, para usar uma condição verdadeiramente favorável, do que arriscar um call em que estaria perdendo para um range enorme de mãos. Poker é risco, mas é também controle de risco.
Claro que há argumentos a favor do call, como a possibilidade de eliminar uma pessoa, o próprio range que eu não teria acertado, a possibilidade de ele continuar no jogo. Acho que é uma decisão difícil, mas, pesando tudo, acho o fold a melhor opção.
Acham que não? Finjam que ao invés de K7, eu tivesse mostrado um K3. Puxaria um pot de 110 k, por causa de um call de A high. Nice call?
Para começo de ano está razoável. Quero me dedicar bastante aos torneios live, para melhorar os resultados de 2008, que considerei bons.
Voltando a falar da mão o 88 x AJ da FT: eu tinha cerca de 65k, blind 3k-6k. Fiz tudo 22 k, já avisando que eu não ia largar. Leonardo, um jogador novo, que estava jogando seu primeiro torneio live, falou “call” e mostrou as cartas... lololol. Eu tinha cerca de 40 k atrás, e ele cerca de 20k. O certo é ele estar fold, mas decidiu-se que a mão valeria. Claro que não fiquei satisfeito, mas não estava querendo confusão, então aceitei. No flop vem, o J do cara, e perco um pot de quase 50 k que pela regra deveria ser meu.
Antes disso, em outra mão, Teco Vianna deu raise para 3600, eu de AQ de ouros dei reraise para 10k. Teco paga, flop Kxx, mando 10 k. (se não me engano), Teco volta all in. Só que suas cartas estavam no maço. Junto deles, estavam Thiago e Iure, que garantiram que não mexeram nas cartas. Teco, provavelmente, no calor da mão, empurrou as cartas para frente, e elas se misturaram aos outros folds. Teco disse a mão para Iure, que conferiu duas cartas que estavam juntas: não eram. Olhou mais duas: também não eram. Pegou o maço todo e enfim localizou as cartas de Teco. Pedi para chamar Domingos para decidir sobre a mão. Teco propôs retirar o raise all in, ficando so o meu bet e o call dele na mesa, e prosseguir a mão. Não aceitei. Aceitei dividir o pot no meio, e deixei de ganhar cerca de 32 k de fichas, que mais uma vez deveriam ser minhas.
Aconteceu isso com Figo certa feita também, que tinha AA e as cartas sabe-se lá como foram para o maço. As cartas foram buscadas e a mão prosseguiu.
Quero deixar claro que tenho certeza absoluta que Teco estava falando a verdade, assim como Figo estava. Na minha opinião, não é essa a questão. Cartas no meio da mesa implicam em fold, ponto final.
Mais a frente, já na FT, dei raise de A7, e Fernando, enquanto pensava se iria pagar, mostrou um A. Aí eu falei que chegava. Já tinha aberto mãos de dois pots enormes no torneio, não iria fazer isso uma terceira vez. Ele não gostou, não concordou, mas Trindade interveio e falou que eu estava certo, que regras tem que ser cumpridas, e puxei o pot.
Gostei de ver que Domingos, que está organizando os torneios do Game Clube, está atento a isso, e mandou email para a lista informando que as regras serão rígidas, que não haverá concessões.
É bem por aí. Acredito firmemente que não há como se maleabilizar regra, sob pena de virar mangue.
O ano começou bem para a baianada. Gabriel Figo marcou um excelente sexto lugar no Sunday (acho que foi o granted) do PS, puxando muitas alfaces. Moisés “Versu” Versulotti está em grande fase no Omaha, fazendo FT atrás de FT, e já cravou alguns. Meu cumpadi Davi Versulotti também fez bonito, cravando o 6 handed 10 +1 do PS, num field de cerca de 1000 caboclos. E Guiga Chenaud começou o ano detonando tudo o que vê pela frente, premiando bem em ótimos torneios, além de cravar dois 69 + 6 do Full Tilt. Chegou a ser líder do ranking do Superpoker, e atualmente ocupa uma excelente terceira colocação.
Quero aproveitar também para dar os parabéns a Domingos e a Trindade, que tem feito um circuito bem legal no Game Clube, ocupando um espaço que estava vago na cena do poker de Salvador. Tem torneios para todos os gostos, com vários valores de buy in, e ainda um ranking para premiar os melhores colocados. Esse é o caminho, parabéns mesmo.
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EV +: Gabriel Figo, Moisés Versulotti, Davi Versulotti, Guilherme Chenaud e demais baianos que vem fazendo bonito nas mesas online de 2009.
EV +: Game Clube, recuperando o circuito da brodagem de Salvador.
O Pokerstars Caribean Adventure já conhece seu campeão: o "rechonchudo" canadense Poorya Nazari, que venceu de AT o Q7 do americano Tony Gregg.
Poorya Nazari
Gregg deu raise preflop para 600 k, recebendo reraise para 2.000 k. O americano deu shove de mais 6.000 k, recebendo call de AT. No flop veio o T de Nazari, e nada ajudou o americano, dando ao canadense o titulo do torneio e o prêmio de U$ 3.000.000,00 - Gregg ficou com U$ 1.700.000,00.
Tony Gregg
Pouco antes, havia sido eliminado em terceiro o talentoso alemão Benny Spindler, que perdeu de QJ x AJ de Nazari. O alemão já havia sido fatiado de AK x A8 de Tony Greg, Que fez full house de 8 com ás.
Benny Spindler
Entre os três finalistas, acredito que Benny era o melhor jogador, seguido de Gregg. Mas Nazari acertou as mãos nas horas certas e acabou ficando com o título.
É isso galera, o PCA foi muito bom, e os resultados dos brasileiros espetaculares.
Depois de fazer um torneio espetacular, Alexandre foi eliminado na quarta colocação do PCA, levando para casa U$ 750.000,00.
A mão da eliminação foi um verdadeiro facão. Alexandre Gomes raisa para 550 k no preflop, recebendo call de Spindler. Flop J-J-J, Alexandre check, Spindler aposta 800k, call do brasileiro. Turn 5, Alexandre check, o alemão aposta 2 milhões de fichas. Alexandre pensa, aparentando não estar se sentindo bem na mão. Decide por voltar all in, recebendo call de Spindler. Alexandre mostra AA, e o alemão mostra KJ, quadra flopada, levando um pot de cerca de 14 milhçoes de fichas. Como bem disse Sabujo, é um torneio do Pokerstars, queria o quê? ? ? ? ?
Acho que Alexandre realmente não se sentiu bem na mão, que pressentiu o J na mão do alemão. Mas entendo que é uma mão sem nenhuma possibilidade de escapar.
Claro que a premiação e o resultado são excepcionais, mas deu para perceber o desapontamento de Alexandre. Estava muito próximo de ultrapassar a barreira de um milhão de dólares (os três primeiros ganhariam mais de um milhão), e com chances reais de ser campeão. Digo mais: merecia o título, apesar de o guri alemão também ser um baita de um jogador.
Alexandre Gomes
Foi empolgante, e mesmo emocionante às vezes, acompanhar Alexandre Gomes e Felipe Mojave. Os dois últimos brasileiros do PCA foram eliminados com AA - talvez para dignificar ainda mais o excepcional torneio que fizeram.
O Brasil já é força consolidada no cenário mundial. De parabéns todos os brasileiros que jogaram o PCA, em especial Alexandre Gomes e Felipe Mojave, pelas excelentes colocações conquistadas.
Pieter Tielen tinha AQ. Benny Spindler estava com um par de oito. O flop veio 7 - T - 6, sem chance de flush e dando uma possibilidade de sequência para o alemão. Um 5 no turn e um K no river deixaram a torcida holandesa calada. Tielen é o quinto eliminado do PokerStars Caribbean Adventure.
Dustin Dirksen eliminado na 6a colocação (US$ 400.000)
Dustin Dirksen
Benny Splinder deu raise para 280k. O americano Dustin Dirksen fez tudo 750k e não gostou muito quando Splinder voltou all-in. Dirksen acabou pagando.
Splinder tinha TT e Dirksen tinha AhKh. O flop veio com J - J - Q, deixando a vida mais complicada para Splinder. Só que nada apareceu no turn e no river, e o inimigo da torcida brasileira, Dustin Dirksen está eliminado do PCA.
Dan Heimiller eliminado na 7a colocação (US$ 300.000)
Dan Heimiller
O americano Dan Heimiller foi all-in e recebeu call de dois jogadores: Anthony Gregg e Poorya Nazari. Gregg tinha 99, Nazari segurava 88 e Heimiller estava com 55.
Nazari tinha mais fichas que os dois oponentes, mas como nada bateu na mesa, Gregg acabou triplicando seu stack. Nazari continua na briga, mas o vencedor de bracelete na WSOP, Dan Heimiller, está fora da disputa.
Kevin "BeLOWaBOVe" Saul eliminado na 8a colocação (US$ 234.000)
Kevin "BeLOWaBOVe" Saul
Kevin Saul é o primeiro eliminado da mesa final. Ele foi all-in com KJ contra o par de dama de Poorya Nazari. O flop veio 7 - J - 8. Um 3 no turn não aumentou as chances de Saul, e o 2 no river acabou tirando "BeLOWaBOVe" da disputa. Ele havia ficado como chip leader durante a maior parte do quarto dia do torneio, até perder uma mão fatal para Alexandre Gomes no final do dia.
O Pokerstars Caribean Adventure já conhece seu campeão: o "rechonchudo" canadense Poorya Nazari, que venceu de AT o Q7 do americano Tony Gregg.
Gregg deu raise preflop para 600 k, recebendo reraise para 2.000 k. O americano deu shove de mais 6.000 k, recebendo call de AT. No flop veio o T de Nazari, e nada ajudou o americano, dando ao canadense o titulo do torneio e o prêmio de U$ 3.000.000,00 - Gregg ficou com U$ 1.700.000,00.
Pouco antes, havia sido eliminado em terceiro o talentoso alemão Benny Spindler, que perdeu de QJ x AJ de Nazari. Pouco antes o alemão havia sido fatiado de AK x A8 de Tony Greg, Que fez full house de 8 com ás.
Entre os três finalistas, acredito que Benny era o melhor jogador, seguido de Gregg. Mas Nazari acertou as mãos nas horas certas e acabou ficando com o título.
É isso galera, o PCA foi muito bom, e os resultados dos brasileiros espetaculares.
O QUE É ISSSSSSSSSSSSSSSOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!
Desculpem a expressão, mas Alexandre Gomes acaba de passar a mão na bunda de Belowabove!!!!!! Dobrou em cima dele de maneira nada menos que ESPETACULAR!!!!!!!!!!! Foi simplesmente uma das mãos mais lindas que eu já vi na vida.
Blinds 40 k - 80 k, Alexandre Gomes deu raise do UTG para pouco mais de 200 k, recebendo call de Belowabove. Flop 266, Alexandre faz continuation bet 355 k, recebendo novo call. Turn outro 6, Gomes check, Belowabove destampa 500 k. O brasileiro faz cara de quem não gostou, pensa bastante e dá call. River Q, novo check de Alexandre Gomes, Belowabove aposta 1.300.000 fichas, e toma do brazuca all in "pelas fuça". A cara de agonia do americano foi impagável, ficou murmurando para si mesmo, "porque não dei check behind, porque não dei check behind ..." , já sentindo o fedor que vinha para ele... Hahahahahahahaha!!!!!!
Engraçado também foi ver Akkari, enquanto o Belowabove pensava se pagava o all in, sorrindo e fazendo um sinal para os amigos brasileiros, fechando a mão. Ele já sabia... "He got him", diriam os americanos. "Pegou o boneco!!!!", diria meu Cumpadi Davi Versulotti.
Belowabove pensa algum tempo e paga, já perguntando : "Got aces¿" Alexandre Gomes responde "Yes", mostra o AA e sai gritando pro meio da galera brasileira, deixando o até então chip leader Belowabove, que tinha KQ (nice move!!!!), capenga, com 1.600 k em fichas.
Chris Moneymaker, que está comentando para o Pokerstars.tv, deu uma desdenhada, falou "é, jogou bem, mas de uma maneira bem convencional... com o board ficou fácil..."
Discordo completamente. Belowabove não é um Zé Ninguém - muito ao contrário. É um jogador espetacular, muito, mas muito acima da média. É extremamente agressivo, mas tem também uma excepcional observação da mesa. Sabe a hora de largar a mão. Não o vi perder nenhum pote com showdown - exceto este para Alexandre Gomes, um pot de nada menos que 8 milhões de fichas.
Alexandre Gomes jogou de maneira FANTÁSTICA, conseguindo esconder sua mão até o último segundo, até o golpe fatal. Trouxe Belowabove no bolso o tempo todo. Temperou no flop, jogou um salzinho no turn, e fatiou todo no river.
Fez aquele call de 77, do próprio Belowabove contra Spindler, que falei mais cedo, parecer jogada de principiante.
Depois procurem no youtube, tenho certeza de que estará disponível.
Logo depois, caiu a bolha da FT, com Jan Fernandez de JJ vendo Poorya Nazari de AT acertar o A, mandando-o para casa com 175 mil dólares.
Neste sábado ocorrerá a mesa final, com 8 restantes no golpe. Alexandre Gomes já garantiu pelo menos os U$234.000,00 do oitavo lugar - mas, chip leader com mais de 8 milhões de fichas, vai em busca de mais.
Essa é a mesa final de amanhã:
Seat 1: Tony Gregg (2,245,000) Seat 2: Alex Gomes (8,080,000) Seat 3: Pieter Tielen (2,510,000) Seat 4: Dan Heimiller (1,440,000) Seat 5: Benny Spindler (3,352,000) Seat 6: Kevin Saul (1,640,000) Seat 7: Dustin Dirksen (765,000) Seat 8: Pooyra Nazari (6,790,000)
Belowabove raisa para cerca de 200 k, e Dustin Dirksen reraisa para 555k. O "rechonchudo" Poorya Nazari empurra all in de 2.400.000 fichas. Dirksen não pensa por muito tempo e paga de AK, encontrando AA pela frente. Nazari dobra, deixando Dirksen com 1.100 k, penúltimo em fichas.
Com a eliminação de Ryan Karp na 10a posição (U$ 150.000,00 no bolso), estamos na bolha da mesa final. Na verdade, os nove jogadores serão movidos agora para a mesa da TV, mas não está sendo chamada de mesa final, porque a mesma será realizada neste sábado, 10 de janeiro, com 8 jogadores. Alexandre Gomes segue firme na disputa, como segundo em fichas, com cerca de 4.000k em fichas. Go go go Gomes!
Na verdade, uma eliminada: Kathy Liebert, com 405 k, foi all in de 55, recebendo call de Belowabove, com K8s. Acho bem duvidoso o call. Belowabove tinha cerca de 4800k em fichas. Call bem gambler. Belowabove ainda fez piada, dizendo que pagou porque eram naipados. A eliminação veio de uma das piores formas: flop QJQ, turn J, transformando os pocket fives em kicker. O 5 daria a vitória a Kathy, enquanto uma Q, Um J ou um A dariam um empate - o que àquela altura já seria um grande negócio. Torci para Kathy, que esteve short por muito tempo, cuidando bem das poucas fichas que tinha. Mas o river não trouxe ajuda, elimnando a última mulher do torneio na 12a posição - de olhos cheios d'água.
Alexandre Gomes dobra suas fichas de KK x JJ de Poorya Nazari. Muito engraçado All In Gomes falando para a brazucada na torcida: "os caras nunca iam imaginar que eu estava de par de Rei. Pegamo o rechonchudo!" Vamooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!
Alexandre Gomes raisou no preflop para 150 k. Dustin Dirksen deu reraise para 365 k. Alexandre Gomes pediu contagem das fichas de Dirksen, que advertiu: "não faça isso". Alexandre Gomes shovou de QcJc, e tomou insta call de Dustin Dirksen, com AA. Board Kd-5d-5h-6s-Kc, Alexandre toma uma fatiada violenta e cai para 1,4 k. Belowabove é o chip leader.
Com as eliminações de Adam Geyer, Nathan Plotkin e Benny Chen, restam agora 12 jogadores, faltando cair quatro para mesa final. Benny Chen, que foi o carrasco de Mojave de 44 x AA, deu mais um call duvidoso, chamoando um all in de 77 e perdendo para AQ. Ficou fatiado e caiu logo depois.
Uma mão espetacular conteceu na mesa da TV. Kevin "Belowabove" Saul raisou no dealer, e Benny Spindler deu reraise para 375k. Ambos tinham um stak de cerca de 3000k. Belowabove pagou, flop TT2, sendo o 2 de espadas. Check check, vem um K de espadas no turn e Spindler larga apostando 375 k. Belowabove pensa bastante e paga. Vem um A vermelho no river e Spingler, um guri alemão que joga muito, destampa 650 k. Belowabove pensa muito e paga. Spindler mucka! Belowabove diz que quer ver e o dealer mostra o Q6 de Spindler. Belowabove mostra suas cartas... 77!!!!!! Monster call or what???????? Coisa linda de se ver, mão espetacular!!!!
Em um bordo com Ah - Jc - 7d - 8s - 7h e apostas em todas as streets, Alexandre Gomes perdeu um pote de mais de mais de dois milhões e cem em fichas. Depois, perdeu mais algumas fichas, tendo agora por volta de 2.800k. Continua bem, entre os primeiros.
Alexandre Gomes acaba de dobrar em cima de Adam Geyer. Os dois foram all-in em um flop com 5h - Tc - 6s . O brasileiro tinha A5 e Geyer estava com dois valetes na mão. Nada no turn. Mas um ás milagroso acabou dobrando as fichas do jogador do Team PokerStars Pro. "All In" Gomes tem quase 5.000k, e é o atual chip leader do PCA!
Essa é de Barrua, não de Sérgio Prado... Alexandre Gomes acaba de ganhar algum pot grande. Ainda não sei o que foi, pois ele não está na mesa da TV, mas a quantidade de gritos que deu pra ouvir na Pokerstars.tv, de "Vamo Garoto!!!!", já dá pra saber que vem notícia boa aí... Daqui a pouco coloco a informação completa.
O brasileiro deu raise de 70k. Um jogador pagou, mas outro deu raise para 235k. O brasileiro de reraise para 700k e tirou o adversário da mão. Alexandre mostrou 8s9s e agora vai para o break com cerca de 2.500k
Alexandre Gomes levou um belo pote. Com uma aposta forte no turn ele fez o adversário jogar fora as cartas e aumentou seu stack em mais 400k em fichas, tendo agora por volta de 1.800k.
Kevin "BeLOWaBOVe" Saul eliminou Jason Paster na décima sétima colocação com uma trinca de seis, deixando o torneio com apenas dezesseis jogadores. A organização parou a disputa mais uma vez, para reorganizar as duas mesas restantes, com oito jogadores.
Alexandre Gomes acabou de perder um pote grande, para um adversário que acertou uma sequência no river. Quem quiser assistir pode clicar no link da PokerStars.tv, que mostrando a mesa do brasileiro.
O jogador do small blind completou a aposta. O brasileiro no big blind deu raise e foi pago. O flop veio com duas cartas de paus (7c - 2c - 3h) e Galluzzo foi all-in com 9h - 7h, com top pair. O brasileiro pagou com 9c - 5c e T de paus no turn deu mais um pote gigante para Alê Gomes, que mandou Galluzzo para o rail na décima oitava posição. O torneio agora vai parar por uma hora, para o break do jantar.
Galera, vou ficar postando aqui as atualizações do torneio, principalmente dos brasileiros. Quem quiser saber como anda o PCA pode passar aqui de vez em quando. Quanto mais para cima na página, mais recente a notícia. A fonte é o PS blog. A maior parte do texto é de Sérgio Prado, modifico pouca coisa.
Felipe Mojave caiu na 22a colocação, levando para casa U$ 50.000,00. Benny Chen entrou de limp e Mojave deu raise para 91k. Chen completou. O flop Jh - 6h - 4c. O adversário de Mojave apostou no flop e o brasileiro pensou bastante e voltou all-in com AA. Chen mostrou um par de quatro, formando uma trinca no flop. Nada mais bateu e o brasileiro deixa a disputa do PokerStars Caribbean Adventure 2009. A torcida agora é toda para Alexandre Gomes.
Excelente torneio, e um prêmio nada mal também.Well done, Mojavão, parabés pelo espetacular resultado.
Um jogador em UTG deu raise padrão. a mesa rodou em fold até Alexandre Gomes, que no button deu reraise. O oponente voltou all-in e foi pago instantaneamente pelo brasilero, que tinha KK. O adversário estava bem atrás, com 99. Nada apareceu na mesa e o jogador do Team PokerStars Pro puxou um pot gigante, tendo agora mais de 2 milhoes de fichas. Restam 24 jogadores, em três mesas.
Felipe "mojave14" Ramos ganhou um bom pote de Benny Splinder. O brasileiro deu call em um raise pré flop e apostou 120k quando o river apareceu na mesa com 5s-6h-2s-8h-Ad. Mojave tinha 7c-9c fazendo a sequencia no turn e Spindler nem mostrou suas cartas. O brasileiro aumentou seu stack para 560k.
O brasileiro Alexandre Gomes acaba de dobrar suas fichas! O brasileiro foi para o flop que tinha J - T - 3. Jan Fernandez faz 75k, Ale sobe para 150k e Fernandez vai all-in. Com KK o brasileiro pagou e Fernandez mostrou AJ, top pair e top kicker. Mas o par maior de Alê Gomes segurou até o final e o brasileiro subiu muito seu stack e agora tem mais de 900k.
Começou o penúltimo dia do torneio, e os brasileiros seguem na disputa. Alexandre Gomes mudou de mesa e agora está sentado junto com Felipe "Mojave" Ramos. O jogador do Team PokerStars Pro está na posição 2 e o Mojave na posição 7.
Depois de sete horas de disputa no Main Event do PokerStars Caribbean Adventure, os 111 jogadores que começarm o Dia 3 foram reduzidos a apenas 32.
A reta final do torneio se aproxima e o penúltimo dia de disputa vai ter a presença de dois jogadores brasileiros: Alexandre Gomes (Team PokerStars Pro) e Felipe Mojave conseguiram sobreviver aos altos e baixos do dia de hoje.
Depois de dobrar duas vezes em menos de dez minutos, Alexandre Gomes chegou a ter mais de um milhão em fichas, mas perdeu potes importantes, uma delas para Kathy Liebert (uma das três mulheres restantes no field). O brasileiro terminou com 407k em fichas.
O outro brasileiro que começou o dia também avançou. Felipe "Mojave" Ramos também teve um dia complicado, depois de levantar seu stack no final do dia 2. Pequenos potes foram aumentando as fichas do brasileiro, até que ele perdeu uma mão gigantesca para o italiano Max Pescatori. Mojave não perdeu a cabeça e continuou concentrado na disputa, conseguindo chegar ao final do dia com 553k em fichas.
O chip leader é Kevin "BeLOWaBOVe" Saul que, depois de eliminar Max Pescatori, rompeu a barreira dos dois milhões em fichas, terminou o dia com 2.675k. Logo atrás dele estão Benny Splinder e Benny Chen.
Kevin "BeLOWaBOVe" Saul
Entre os eliminados do dia estavam nomes como Mark Seif, Nenad Medic, Peter Eastgate, Ylon Schwartz, Cliff "johnnybax" Josephy e o último a cair, Michael Durrer.
Quem continua no golpe já assegurou U$ 40.000,00.
Amanhã continuam os dois brazucas na parada. Vamo que todavia!
Terminou o dia 3 do Main Event do PCA. O Alexandre Gomes perdeu um pote gigante para a Kathy Liebert na última mão. Ele deu raise com par de 5, e ela voltou all-in. Eram mais 170k para o brasileiro e ele pagou. A americana tinha par de rei e deixou o brasileiro com 407 fichas. O Felipe Mojave terminou o dia com 500k em fichas.
Duas eliminações aconteceram depois do break e restam agora 33 jogadores. Os brasileiros continuam na mesma: Alê Gomes tem 1.100k e Felipe "Mojave" com 500k. Mais um eliminado e a disputa para por hoje.
Alexandre Gomes estava passando por momentos difíceis, perdendo alguns potes pequenos. Depois de um raise de um jogador em early position, Alê Gomes colocou todas as suas fichas no meio da mesa do small blind, depois de pensar bastante. O outro jogador deu insta-call com AA...
O brasileiro mostrou um par de nove e se sentiu preocupado. O flop veio 7 - T - J, dando mais outs para o jogador do Team PokerStars Pro. Um 3 no turn não mudou nada, mas o oito milagroso apareceu no river. O brasileiro eliminou o adversário com a sequência.
Logo depois, ele acabou eliminando mais um jogador com par de dez contra par de oito. Ele agora está com mais de um milhão em fichas!
Max Pescatori se envolveu em um pote com o único jogador de sua mesa que tinha mais fichas que ele. O italiano foi all-in com KK e recebeu call do oponente com AcTc. O flop já veio com três cartas de paus, deixando Pescatori sem outs e eliminado na 50a posição.
Em um flop com T high, o brasileiro apostou e tomou um reraise pesado do italiano Max Pescatori. Depois de pensar bastante, Mojave acabou largando sua mão.
Em um flop com "King High", um jogador com KQ colocou todas suas fichas no meio e recebeu call do Felipe "mojave14" Ramos. Com AA, o brasileiro mandou mais um jogador para o rail...
Com a quebra de algumas mesas, alguns jogadores mudaram de lugar. Com as trocas agora temos uma mesa mortal: Nenad Medic, Kevin "BeLOWaBOVe" Saul e Mark Seif.
O bordo tinha 5 - 7 - 8 - 9 -A, sem flush. No river, Peter Eastgate apostou. Alê Gomes pensou bastante e acabou dando call. Eastgate nem mostrou as cartas... O brasileiro tinha KK e levou um pote respeitável, aumentando ainda mais seu satck.
Em um flop com A - x - x, Alexandre Gomes apostou 50k depois que seu oponente deu check. Alê tomou um reraise de 70k e voltou all-in. Foi pago e mostrou AQ, dominando o adversário que tinha AJ. O brasileiro dobrou suas fichas e agora tem 450k.
Está em andamento a edição de 2009 do Pokerstar Caribbean Adventure, torneio que teve field de 1347 caboclos, que pagaram o buy in de U$ 10.000,00.
A premiação regula? U$ 3.000.000,00 (isso mesmo, três milhões de dólares) para o campeão.
Todos os grandes nomes do poker mundial se fizeram presentes, como Phil Ivey, Negreanu, Joe Hachem, Gus Hansen, André Akkari, Dario Minieri, Greg “Fossilman” Raymer, o vice-campeão do WSOP 2008 Ivan Demidov, e muitos, muitos outros.
Muitos brasileiros jogaram o torneio, e oito deles conseguiram entrar na faixa de premiação: Alexandre “Allin” Gomes e André Akkari (Team PokerStars Pro), Felipe “Mojave” Ramos, Leandro "Brasa" Pimentel, João Marcelo, Rodrigo "Seijistar" Seiji, Thiago "TheDecano" Nishijima e Sérgio Braga.
Várias feras internacionais continuam entre os 111 iniciaram há pouco (15 h de Brasília, dia 08/01/2009) o dia 3 do torneio, dentre eles Max Pescatori, Mark Seif, Kathy Liebert, Victoria Coren, Belowabove, Ylon Schwartz (um dos “Pokerstars Six”, mesa final do WSOP 2008), Hafiz Khan (vice-campeão do PCA 2008) e Peter Eastgate (campeão do WSOP 2008). Poquer é sorte?
Dois brazucas também seguem firme na disputa. Um deles é Alexandre Gomes, único brasileiro detentor de um bracelete do WSOP, profissional do Team Pokerstars, que tem no momento 223 k em fichas.
All In Gomes
O outro é Felipe Mojave, que começou o dia 2 como cheap leader, tomou algumas pancadas (como um QQ x 76, com o vilão trincando o 6), mas se recuperou, e vai começar o dia 3 como o quarto no Chip Count, com 653 k em fichas.
Felipe Mojave
Mojave vem em uma fase excelente. Em abril de 2008 foi 13º no EPT San Remo, puxando 22.400 Euros pra casa. Recentemente, foi 3º lugar no Sunday 500 do Poker Stars, embolsando mais de U$ 50.000,00 – caindo de AK x 33, num pot de 10 milhões de fichas. Não é modo de falar, esse era realmente o tamanho do pot.
Joguei na mesma mesa de Mojave no Circuito Paulista, e o encontrei novamente no BSOP de Salvador. Gente e boa e joga muito.
Olá galera do poker. Celso tinha sugerido que eu comentasse aqui o WSOP, principalmente a pataquada da ESPN ao anunciar que transmitiria a mesa final ao vivo, e passar um VT.
Lembro-me de ter visto acontecer algumas vezes em Olimpíadas, determinada emissora transmitir como se fosse ao vivo uma certa prova que outra TV já tinha passado. Li na Internet que o programa de Datena passou outro dia como se fosse ao vivo um episódio que tinha acontecido muito tempo (dois anos, se não me engano)
Seria difícil essa transmissão ao vivo, porque certamente a mesa final durou várias horas. Mas é absurdo que este tipo de política ainda exista em algumas emissoras. Enganar o telespectador é atitude totalmente censurável, que merece ser veementemente combatida.
Mas tenho que ser sincero, dou um desconto grande para a ESPN, pela divulgação que ela faz do poker mundo afora, tratando-o de uma maneira decente, respeitosa e não estereotipada. Claro que ela tem lá seus benefícios com isso, mas é justo e necessário que tenha mesmo.
Quanto ao jogo propriamente dito, Eastgate jogou muito, na minha opinião, e ainda por cima estava num dia iluminado, e contando com vários parceiraaaaaaços, dispostos a entregar-lhe todas as fichas.
Achei o HU justo, muito justo, justíssimo. Acho que Eastgate e Ivan Demidov (com esse nome, tinha que jogar bem) foram realmente os dois melhores.
Acho que Demidov entrou menos confiante no HU. Claro que a TV não passa todas as mãos, mas achei Eastgate mais focado. Facãozaço na última mão, quase impossível de escapar.
Achei o título muito bem entregue.
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Vou falar um pouco de como foi o ano de 2008 para mim, "a nível de"resultados.
Acho que foi um bom ano. Comecei jogando a primeira etapa do Circuito Paulista, e fiz mesa semi-final. A mão que me fatiou foi um AQ x KT com o cara acertando o K (ou o T, não me lembro bem) no river. Fiquei com poucas fichas e fui all in praticamente forçado, de A9 x 77, acerto o 9 mas o cara trinca o sete.
Voltei para Salvador e participei do circuito Quinta dos 300. Não joguei a primeira etapa. Ganhei a segunda e a terceira etapas, passando à frente do ranking. Na quarta etapa, joguei para defender o título, "marcando" Dudu e Silvano, que podiam me passar. Depois que eles caíram, tentei jogar, mas caí em terceiro, se não me engano, assegurando o título do Circuito - que oferecia como prêmio 2 passagens ida e volta, mais hospedagem de um fim de semana em um hotel 5 estrelas de Fortaleza.
Joguei o BSOP no Rio e não fui bem, caindo cedo. Joguei o BSOP daqui e caí na mesa semi-final, em 15º.
No Circuito Baiano, fiz mesa semi-final nas duas primeiras etapas, e segundo lugar na terceira etapa, perdendo o Heads Up de KK x AA. Tem facão?
Fiquei bem satisfeito com os resultados do Circuito Baiano. Fui um dos poucos a fazer pontos nas três etapas, e estou em segundo lugar no Ranking Geral. Falta uma etapa, e meu objetivo é terminar em primeiro ou segundo, e assegurar um dos prêmios prometidos pelo Best Poker - passagem para o Conrad, com inscrição em torneio de buy in de US$ 2.500,00, para o primeiro lugar, e passagem para Las Vegas, para jogar um satélite do WSOP de US$ 500,00, para o segundo lugar. Sinceramente, nem sei se eu prefiro ser primeiro ou segundo.
Espero em 2009 aprimorar meu jogo e fortalecer meus resultados no live, e melhorar muito, mas muito mesmo no online - onde o tilt costumeiro deixa medíocre meu jogo, boa parte do tempo.
É isso, galera. Bom Natal e Feliz Ano Novo para todos. Que 2009 seja porreta para todos nós.
Olá Galera! Recentemente coloquei na lista uma mão (http://www.pokerhand.org/?3601894) para análise e discussão. Vou colocar nesse post o que pensei ali.
Muita gente achou a mão normal, e realmente parece uma jogada normal. Raise, continuation bet, reraise, shove.
Eu acho que passa longe disso.
Numa mão normal, qual o move que eu faria estando com nada, tomando um reraise pesado de um cara que já avisou que está comprometido? Fold, certo? Voltei a Bahia e o sudoeste de Sergipe porque?
Eu absolutamente não sou daqueles que shovam* na tora, tentando ganhar na marra, achando que tenho mais culhão (com o perdão da má palavra) do que os outros. Não. Meu torneio vale mais que isso. Se empurrei, tive um motivo para fazê-lo.
Relembrando, era começo de torneio, eu não tinha leitura do cara. Quando tomei a volta, joguei o cara no sharkscope e vi que ele tinha essas estatísticas:
Comentei outro dia na casa do cavalinho Truelies que tinha percebido um avanço no meu jogo. Em muitos casos eu estava conseguindo fazer a leitura da leitura. Ou seja, percebendo que o cara tinha jogado de determinada maneira porque tinha feito tal leitura de mim.
É evidente que essa "leitura da leitura" só funciona contra bons jogadores, porque os ruins não vêem absolutamente nada do que está acontecendo.
No caso concreto, o vilão tinha uma puta de uma estatística boa, 1500 pra frente só em sits, com 40% de ROI. Ou seja, grande possibilidade de ser muito bom jogador.
Saquei que ele fez a leitura do meu air. O que meu bet de meio pot significaria? Ou um monstro, ou blocking bet, na maioria das vezes. Sabendo disso, ele me voltou pesado num board que dificilmente teria me dado um monstro.
Sabendo que ele é bom jogador, ele teria me voltado de AJ+ , 88+ no pre flop, para se situar. Tiro essas mãos do range que ele pode ter. Acho que tem Ax, KJ, KQ, ou pares baixos.
A7 ele não tem, porque não me voltaria pesado. Pode ter pares baixos - nesse caso, eu terei vários outs, caso eu shove e ele resolva pagar. Pode ter draw - acho menos provável, pois ele preferiria ver o turn mais barato, aumentando as chances de pegar um mega pot. Pode ter A8, única situação que eu me vejo realmente mal na mão.
E pode ter air**, que é o que eu acho mais provável dele ter, com um move pesado pra tirar da mão o cara que ele leu que não está forte.
Shovo com firmeza, bastante seguro de ter a melhor mão. Até achei que ele ia largar, e penso ser duvidoso o call dele. O blind estava baixo, poderia ter recuado e ficado com 12 blinds. Achou que o comprometimento valia, e tal, mas de A4 e nenhum draw, dificilmente ele teria mais que 3 outs.
Cavalinho Truelies, na análise que mandou para a lista, chegou bastante próximo do que pensei.
Como falei no começo, parece simples, mas não acho que seja. O range de mãos que eu coloco ele me ajuda a fazer a jogada, mas o que dá a certeza é perceber que o move dele se baseia na leitura que ele fez da mão que eu tenho.
Quando você saca a leitura que o cara fez de você, o move dele fica mais nítido. Como disse Sabujo, é como se ele virasse as cartas para cima. Aí fica fácil, é só olhar suas cartas e decidir.
Me senti meio que compreendendo a Matrix. Agente Smith, você tá ferrado na minha mão.
Abraço,
Barrua
* se alguém não estiver familiarizado com o termo, shove = push = all in
Galera, primeiro de tudo peço desculpas pela demora na postagem. É que o trampo tá pesado, tem sobrado pouco para escrever.
Nos idos de 1989 eu estava cursando o terceiro ano no Vieira. Um colega nosso, Hélcio, apareceu certo dia com um sapato horrível, parecendo um kichute (quem lembra?) preto, cheio de desenhos amarelos. Não era bizarro. Era bem pior que isso.
Perguntamos que diabo de sapato era aquele, ao que Hélcio respondeu: "eu pedi ao vendedor um sapato meio social, meio esportivo." Ceeeerto...
Pois é, o ano de 2008, no poker baiano, foi meio social, meio esportivo. Se por um lado tivemos os melhores resultados dos baianos na história (recente, é verdade), por outro tivemos uma confusa cena interna.
Os expressivos resultados de Davi Versulotti, Juan Mamãozinho, Guiga Chenaud, Claudinho "Já Morreu" Ramos, dentre outros, encheram de orgulho todos nós. Mostramos que podemos jogar de igual para igual com qualquer um. Não devemos nada aos melhores - e isso eu já sabia há tempos.
Os primeiros resultados expressivos foram de Juan, mesa final na primeira etapa (SP) do BSOP, e Davi Versulotti, 5º lugar na 3ª etapa (RJ).
No circuito paulista, um pouco antes da etapa Rio do BSOP, fiz mesa semi, caindo em 15º (ITM) num field de 180 pessoas, resultado que considerei bom, para o primeiro torneio jogado fora de SSA.
No BSOP - etapa Bahia, os baianos comeram com farinha. Nas mesas semifinal e final, os baianos eram maioria. Maurício Costa (11º), Maurinho Fróes (13º), eu (14º), Pedro Hugo (15º), Joel Oliveira (16º) e Cláudio Ramos (18º) caímos na mesa semi-final.
Paulinho Souza (2º), Calixto Ribeiro (4º), Matita Souza (5º), Tico Viana (6º), Juan Mamão (7º) e Marco Moraes (9º) atingiram a FT, e por um cabelinho de peixe Paulinho Souza não levantou o troféu, perdendo o HU para o carioca gente boa Marquito.
Prenúncio da etapa seguinte (novamente SP), na qual Claudinho "Já Morreu" Ramos, Juan Mamãozinho e Guiga Chenaud, de forma brilhante, fizeram barba, cabelo e bigode, terminando respectivamente em primeiro, segundo e terceiro lugares.
No online, também conseguiram resultados importantes Joel Oliveira, Guiga Chenaud, cumpadi Davi Versulotti, Lucas Sicupira e meu primo Luciano Sabujo (desculpem-me se esqueci alguém).
Na contramão das mesas, o cenário da organização deu alguns passos para a frente, mas deu outros para trás (lá ele).
De positivo vejo os torneios live do Best Poker, com a criação do Circuito Baiano e a realização, em parceria com a Nuttz, de uma etapa do BSOP em Salvador. Os torneios foram bem organizados, com Igor capitaneando bem a parada.
Por outro lado, perdemos dois dos mais importantes circuitos realizados em Salvador, o Costa Verde e o Mocozão (posteriormente Planeta Poker).
Não vou entrar na questão dos motivos que redundaram no desaparecimento desses torneios, mesmo porque já falei bastante sobre isso. Foi sem dúvida uma perda grande, pois eram, na minha opinião, os dois torneios mais divertidos de se jogar, uma parada de confraternização que nenhum outro conseguiu até hoje.
Tivemos também a não realização do 50 k garantido, que foi extremamente ruim. Já falei bastante sobre isso, deixando bem clara a minha discordância. Para mim não é aceitável que se garanta algo e não se cumpra.
Mais uma vez destaco que a minha discordância é com o ocorrido e com a decisão adotada - nada de pessoal contra os organizadores. Muito ao contrário, são pessoas das quais eu gosto muito.
Continuo acreditando que o melhor caminho é o entendimento entre os organizadores, com a criação de um calendário que possa bem atender a todos - jogadores e organizadores.
Guga e Dudu são dois caras porretas, com boas iniciativas. Acredito que o futuro do poker seja bem mais tranqüilo se pensarmos coletivamente. Para isso, já lancei a idéia de um coffe break, com a participação de todos os interessados, para que idéias seja lançadas, e ao menos um esboço de calendário possamos fazer.
Moral da história, acho que encerramos 2008 numa encruzilhada. Como disse, avançamos alguns passos, recuamos outros. Agora temos que decidir para onde vamos.
Espero e confio que 2009 seja o ano do boom, mas isso passa necessariamente por adotarmos uma visão mais ampla e mesmo generosa. Senão, ficaremos todos de sapato preto com desenhos amarelos - meio sociais, meio esportivos.
Olá galera do poker. Passado algum tempo do episódio que me levou a encerrar o blog, algumas coisas mudaram. O tempo apara as arestas...
Esclareci o episódio com as pessoas que me interessava esclarecer – as demais, que sigam seu caminho, que nós vamos seguir o nosso, como bem disse Gerônimo.
Com tudo na vida é passageiro, tirando o cobrador e o motorista, resolvi retomar essas mal traçadas linhas. Espero fazer jus aos elogios que recebi pelo blog, de grande parte da galera. Não vou citar nomes para não correr risco de esquecer alguém, mas sou muito grato a todos, pela força em um momento bem chato.
Mas vamos falar de poker, que é pau que bóia (lá ele). Eu estou tentando uma retomada do meu melhor jogo. Nos últimos meses, me afastei quase que completamente das mesas. Bodeei geral. Não tinha saco para jogar, exceto os sits na casa de meu cavalinho Cristiano Truelies ou Cumpadi Davi.
Se Texas Hold’em é esporte eu não sei, mas que existe ritmo de jogo, existe. Os poucos torneios que joguei, cometi alguns erros de falta de ritmo. No TH Salvador, dei mesa no river de KK, 222xx no board, porque caiu a carta que poderia dar flush a alguém. Tá maluco, Zero Cinco????
Beto de QQ, ficou grato por perder “só” cerca de 7k nessa mão, e continuar no game.
Pura desconcentração, barbeiragem de iniciante. Reputo isso à falta de ritmo: quando você joga com freqüência, concentrado, a possibilidade de um erro desses acontecer é praticamente zero.
No online, vinha jogando menos ainda. Tenho retomado recentemente os sits de 180 pessoas do PS, que dão um lucro muito grande. O de $ 2,20 pagam $ 108,00 para o primeiro. No final da primeira hora, já caíram por volta de 160 caboclos.
Mas continuo tiltando no online, o que piora meu jogo. Todo mundo sabe que o PS é o site mais escroto da via láctea – e está entre os 3 do universo. Para jogar lá, tem que estar preparado para tomar as porradas bizarras.
Entretanto, se jogar concentrado, dá pra passar por cima e ir para a próxima, porque de cada dois jogadores desses sits baratos, três são ruins, e vão te doar as fichas mais cedo ou mais tarde (eventualmente, te dar uma trauletada catando dois outs no river, mas, enfim).
Dá pra fazer FT com grande freqüência. Nessa hora é tiroteio, porque é turbo, o blind está muito alto. Mas, com uma rentabilidade dessas (o primeiro lugar paga cerca de 50x o buy in), é uma ótima pedida.
Nos próximos posts, vou escrever sobre o ano de 2008 no poker baiano, e da perspectiva para 2009.
TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO, TIRANDO O MOTORISTA E O COBRADOR...
No dia 04 de abril de 2006 joguei meu primeiro torneio de Texas Holdem, uma etapa do Circuito Baiano, no Costa Verde. Field de 28 pessoas, fiz o Heads Up, terminando em 2º. Dois anos e dezenove dias depois, finalizo um ciclo. Encerro o blog hoje, pois não tenho mais motivação para escrever. Termino com a certeza de ter sido sincero e honesto comigo e com os que aqui compareceram, prestigiando essas mal traçadas linhas do Barrua.
Fiz um post algum tempo atrás, fazendo referência a um filme do qual gosto muito, Quase Famosos. É a estória autobiográfica do diretor Cameron Crowe, que retrata no personagem William Miller o início de sua carreira como repórter musical da revista Rolling Stone. Ele recebe do legendário crítico Lester Bangso seguinte conselho: “My advice to you. I know you think those guys are your friends. You wanna be a true friend to them? Be honest, and unmerciful.”.
Lester Bangs dizia a Miller que ele era “o inimigo”, o cara que deveria escrever o que pensasse, custasse o que custasse.
Não entendam mal, uma tradução literal e fora de contexto do título daquele post (“I’m the enemy!”) poderia levar a pensar que estou me colocando como inimigo de alguém – e isso passa longe de ser verdade. Quem viu o filme sabe, é apenas sobre escrever o que se pensa – ainda que desagrade a alguns.
Minha intenção foi apenas a de fazer uma citação de um filme que eu gosto, e também um paralelo com o blog, pois me senti meio William Miller, com a liberdade para (e mais, com a obrigação de) ser honesto em minhas opiniões, por mais que isso pudesse desagradar a alguns. E foi por isso que escrevi do problema com Egas, da patética mesa final do Costa Verde – diga-se, cuja prestação de contas até hoje não aconteceu, nem acredito que venha a acontecer – e da exclusão a que fui submetido (lá ele) por uma parte da galera.
E aí me parece ter acontecido uma estranha coincidência: embora essa não tenha sido a intenção daquele post, e embora eu não tenha inimizade por ninguém da galera, me parece evidente que alguns têm comigo, senão uma inimizade, uma clara e inegável falta de amizade.
Não citei nomes, não por receio, ou algo do tipo, mas tão somente por não saber precisar exatamente quem são as pessoas que não me querem no grupo. Imagino, mas não tenho certeza. Sei que algumas não querem, e para algumas outras é indiferente, mas compactuam.
Sei também que existem aqueles que gostariam que eu estivesse presente. Tive oportunidade de falar com algumas pessoas, que estavam preocupados de eu estar “retado” com eles. Não fiquei ‘retado’ com ninguém; fiquei triste, decepcionado, magoado (lá ele) e sentido (lá ele) com os que não me queriam lá, e principalmente com o fato de fazerem comentários pelas costas (lá ele), para que eu não soubesse de nada.
Não me chateio com ninguém apenas por ter ido a esses jogos sabendo que eu estava “vetado” – embora eu, e afirmo isso com certeza, não participaria de nenhum evento da galera no qual algum amigo meu estivesse barrado. Mas isso é decisão de cada um.
Depois do post, a situação ficou ainda pior. Passei a ser ignorado nos emails da lista, nos posts do blog. Alguns emails sobre o BSOP, para Davi e Versu, falavam da “galera no Rio”, mas não falavam meu nome. Não acho nem que tenha sido pelo propósito de ignorar, acho que foi mais uma certa vergonha pelo ocorrido. Não sei, essa foi a impressão que eu tive, que rolou uma espécie de vergonha coletiva.
Mas foi a decisão deles – diga-se, decisão que continua. Ninguém me procurou para falar nada, mesmo depois do post. Segunda-feira liguei para Buja, e todos da galera estavam no aniversário do irmão de Matita – todos, menos Barrua. Chamaram Davi e Versu, inclusive falando que seria feita a resenha do BSOP. Eu também estava no BSOP, mas a minha resenha dá pra ler aqui no Blog, não precisa me chamar só pra isso...
A verdade é que fiquei me sentindo uma espécie de leproso, ou tuberculoso, com o qual as pessoas não querem contato. É uma merda, mas, se tem um lado positivo, é o de conhecer melhor as pessoas.
Desculpem o desabafo, que para quem lê deve ser chato e repetitivo. Mas meu blog existe para refletir o que penso e como me sinto, e é assim que me sinto agora.
Agradeço de coração a todos que apoiaram e me incentivaram a continuar com o blog, mostrando que tem muita gente que lê e gosta, mas não dá mais. Comecei o blog para escrever para a galera, e a galera agora não me inclui mais. Infelizmente, não tenho mais motivação para escrever.
Obrigado a todos os que fizeram críticas ou elogios, postaram comentários ou apenas leram, enfim, a todos que passaram por aqui.
Galera, encontrei esta matéria na Net, é sobre uma nova modalidade de Poker, chamada Texas Hold'em Plus. Não curto muito repetir artigos, mas como é uma novidade, achei interessante postar. Acho que vai aumentar a aleatoriedade do jogo, mas não dá pra negar que tem lá seus atrativos. Se liguem aí.
Abraço,
Barrua
“A Esquina de Sexton Vol.41: Mirage Oferece 'Texas Hold'em Plus'
2008-04-21 Tom Sexton
Se gosta de acção, potes grandes e gostava de ter a hipótese de pagar $1 para substituir uma carta no início da mão, então tem de ir ao Mirage, Las Vegas, para jogar em duas mesas especiais de $3/6 . Quando entra na sala de poker e olha para a esquerda ou direita, a terceira mesa de cada lado, dá vida a um novo jogo, Texas Hold'em Plus.
Esta nova variante do hold'em está neste momento em teste, na sala de poker do Mirage. Se os jogadores gostarem, não fique surpreendido de ver este jogo em todas as salas de poker da MGM: Mirage, Bellagio, Treasure Island, Monte Carlo, MGM, Excalibur, Luxor e Mandalay Bay. (New York New York ainda não tem sala de poker.) Antes destas oito salas de poker oferecerem este jogo aos clientes, necessita ultrapassar os 60 dias de teste, e responder ás seguintes perguntas: Os jogadores gostam? É lucrativo para a casa? Eu passei por lá na semana passada, para ter uma opinião, e a resposta a ambas as perguntas é claramente "Sim".
Texas Hold'em Plus foi criado por Sam Shehadeh, que está em Las Vegas há 23 anos. No início esteve ligado ao mercado da restauração. Foi dealer de blackjack no Marina Hotel Casino em 1985, e de poker em 1986. Hoje em dia é dealer no Red Rock Casino. Por acaso eu conheço o Sam, e posso dizer-vos que é daqueles indivíduos que quando entram numa sala de poker, imediatamente iluminam toda a sala com o seu sorriso. A sua disposição filantrópica e amigável, chamou-me á atenção pela primeira vez quando o vi entrar numa sala e cumprimentar toda a gente. Quis conhecê-lo imediatamente. Movia-se de mesa a mesa para dizer "Olá", com sorrisos e apertos de mãos. Todos pareciam gostar dele.
Neste último ano, o Sam tem-me falado de um novo jogo que tem andado a criar, que queria que se chamasse Texas Hold'em Plus. Contou-me que o jogo estava sobre análise da Comissão de Jogos. Levou seis meses a ser aprovado, mas conseguiu. Sozinho, candidatou-se e recebeu a patente também. Ele tinha apresentado inicialmente o jogo a um casino, e eles gostaram, mas estavam preocupados na forma como poderia afectar o jackpot, etc. Sam tomou a iniciativa de marcar uma reunião no Mirage, e fez a apresentação ao Presidente Scott Sibella, ao Vice Presidente responsável pelos novos jogos Brian Binowitz, e á Directora das Operações no Poker, Donna Harris. Levou a carta de aprovação das autoridades e uma mesa com o logótipo para o novo jogo Texas Holdém Plus. Depois de ouvi-lo, e fazerem várias perguntas, perguntaram a Sam para deixarem tudo com eles e que o contactavam numa semana. Uma semana depois, Sam recebeu um contrato na caixa de correio, onde dizia que o Mirage estava interessado em colocar 2 mesas na sua sala de poker para os normais testes de 60 dias, que aconteceu após o contrato ser assinado, com início a 25 de Março.
Sam explicou-me o conceito do jogo da seguinte forma: "Tom, na grande maioria das vezes que jogo Hold'em aborreço-me. Posso receber uma carta boa e uma má. Ouvia outros jogadores dizerem, "Se pudesse substituir esta carta eu jogava esta mão." Por isso pensei, como reagiriam os jogadores se aquele desejo fosse garantido. Descobri que os potes ficam maiores para os jogadores, o que é sempre atractivo, e não se vê a big blind e a small blind a dividirem o pote, enquanto o rake máximo vai sempre para a casa.
Fui conhecer este jogo na passada quinta-feira para poder contar esta história melhor. Tem um enorme potencial de atrair os jogadores de hold'em. Diverti-me imenso, mais do que num normal jogo de hold'em, devo confessar! A mecânica do jogo é bastante simples:
Cada jogador recebe duas cartas como no hold'em. O jogador a seguir á big blind, 'under the gun', é o primeiro a decidir se quer ficar com as suas cartas ou exercer o direito de comprar uma por $1. Se quiser comprar uma, simplesmente coloca $1 sobre a carta que quer rejeitar e empurra para o dealer, O dealer dá-lhe uma nova carta, e coloca o dólar no pote. Esta acção é possível para todos os jogadores na sua vez. Se o jogador quiser ficar com ambas as cartas inicialmente dadas, apenas deve acenar, como no blackjack, ou bater na mesa. Depois de todos os jogadores terem tomado esta decisão, as apostas começam normalmente, com o 'under the gun' a ser o primeiro a decidir. Pode fazer call, raise ou fold, como se um jogo de hold'em se tratasse.
Enquanto me divertia a jogar este jogo, reparei que na maioria das vezes, quatro a sete jogadores pagavam $1 por uma nova carta. Desta forma, sentia que os $4 de rake eram repostos em todas as mãos pelos jogadores que estava a tentar bater. Houve tantos potes grandes que adorei jogar Texas Hold'em Plus!
Uma senhora que se sentou ao meu lado estava de férias e morava em Cincinnati, Ohio. Era médica, fazia urgências pediátricas, um trabalho muito stressante mas muito nobre. Ela disse-me, "Adoro este jogo. Há uns dias joguei-o pela primeira vez e ganhei mais de $600!"
Eu disse, "Isso é um excelente resultado num jogo Limit $3/6… Parabéns!"
Ela estava de férias em Las Vegas com a sua mãe, e tinha um cartão muito engraçado com o seu filho mais novo a segurar dois ases. Disse-me que tinha três filhos e um marido maravilhoso, que estava contente por ela poder ir a Vegas com a sua mãe, e relaxar do seu trabalho, enquanto ele fazia de Mãe em casa. Tinha uma personalidade muito engraçada e ao mesmo tempo uma grande definição das prioridades na sua vida. A Médica ainda nem há 10 minutos estava em jogo, e já tinha ganho dois grandes potes, rindo enquanto recolhia as fichas. Diz-me ela, "Sinto que a minha sorte da outra noite ainda não passou. Adoro este jogo!" Gostei da forma como ela se divertia com o jogo. Jogadores como ela, a divertirem-se, é o que o poker precisa!
Se gosta de poker nestes limites, não perca a oportunidade de experimentar Texas Hold'em Plus no único lugar do mundo que o pode fazer por agora, o Mirage em Las Vegas. Na verdade, independentemente do limite que joga, experimente esta variante e veja o que pensa. Se for popular para os jogadores, é provável que comece a encontrar este jogo noutras mesas de limite, num futuro próximo.
Tive a oportunidade de falar com Donna Harris, Directora das Operações do Poker no Mirage. Ela é uma verdadeira lenda na industria, já que começou há 28 anos, em 1980, no Golden Nugget, tornando-se chefe de sala, no Mirage em 1989, e tendo sida promovida a Directora das Operações do Poker no Mirage, quando abriu o Bellagio em 1997. Enquanto jogava este novo jogo pela primeira vez, reparei no trabalho de Donna, sorrindo e cumprimentando vários jogadores. Ela veio até á mesa onde eu estava, cumprimentou toda a gente, e perguntou, "O que acham deste novo jogo?"
Várias vozes responderam, "Adoramos!"
Donna respondeu, "Fico contente por saber"
Enquanto Donna se afastava para cumprimentar outros jogadores da sala, pensei, que deve ser agradável apresentar um jogo onde os jogadores se divertem. Mais tarde fui até á zona do check-in para recolher uma brochura sobre Texas Hold'em Plus e vi Donna a inscrever novos jogadores na lista de espera e anunciar nomes onde se abriam lugares. Quando o a empregada regular voltou, após ter indicado o assento a um jogador, Donna entregou-lhe o microfone e disse, "Pronto, ela vai faz este trabalho que melhor que eu." Quando se é um bom gerente, sabe-se como tratar os clientes e resolver os problemas sempre que necessário, e com a máxima modéstia. Pude ver em com os meus olhos, o porquê de Donna Harris ter sido tão bem sucedida toda a sua carreira.
Parabéns a Sam Shehadeh por ter criado o Texas Hold'em Plus, já que é óptimo ver boas coisas acontecerem a um dos indivíduos mais simpáticos da cidade. Jogadores, lembrem-se que o período experimental termina a 25 de Maio, por isso, se pretende divertir-se ainda mais do que no Hold'em, dê um salto ao Mirage e jogue Texas Hold'em Plus.
O RIO FICOU PEQUENO... SARAVÁ, CUMPADI DAVI VERSULOTTI
Fala galera! Estou de volta a Salvador, depois da viagem para o Rio, junto com Moisés, Adriana e Davi Versulotti. Como a maioria já sabe, eu, Versu e Davi jogamos o BSOP. Eu e Versu caímos no primeiro dia, mas Davi fez valer com sobras a viagem, jogando um torneio monstruoso, entrando ITM, chegando na mesa final e terminando na quinta colocação.
Eu caí numa mesa muito difícil, com Caio Pimenta, muito bom jogador, além dos profissionais Salim e Seqüela, também muito bons - embora eu não tenha gostado da maneira como o Seqüela jogou algumas mãos. Peguei muito poucas mãos jogáveis - para se ter idéia, acho que joguei umas 5 ou 6 mãos em cerca de 7 horas de jogo.
À esquerda do dealer: Walter, um bróder, Seqüela, Salim, Jaime, Ricardo, Vitor, Eric e eu
Todo raise da minha mesa era overbet, pelo menos 5x.Minha primeira mão jogável foi um TT. Raise para 4x, 2 calls. Flop Kxx, Jaime, um cara seguro, manda o pot, eu largo.
Na minha mesa tinha ainda um japonês loose total, Ricardo, que quando ia para o showdown geralmente apresentava lixo. Para mim, só estava vindo bagaceira. Depois do TT, a primeira mão que joguei foi um 33, blind 100-200. Dei raise para 700, tentando aproveitar a imagem na mesa. Todo mundo fold, menos o japa. Flop AQx rainbow, dou check, ele manda 500. Faço insta check-raise para 1800. Ele pensa uma semana, e paga – pela demora, tiro o A da mão dele, certeza. Cai o turn, faço mesa, tentando simular uma falsa fraqueza para empurrar no river. Ele também dá check, confirmando a minha certeza de que a mão não era forte. Jacaré no river, mando 2500, encarando ele. Ricardo não me olha, fica com cara de nervoso, faz menção de foldar 50 vezes, olha para as fichas, e fala “é, tenho que tentar voltar pro jogo...” e paga. Mostra KQ, e leva o pot com o segundo par.
Revendo a jogada, cometi alguns erros nessa mão. Já que dei check-raise no flop, e tinha optado pelo blefe, deveria apostar no turn. E já que decidi betar no river, deveria ter pesado a mão – mas, pelo perfil do vilão, talvez o resultado fosse pior ainda. O erro mais grave foi tentar o blefe contra o maior call station da mesa.
Depois, peguei um JJ, reaise 3,5 x, call novamente só do japa. Flop AKx, o japa larga apostando, meu JJ vai para as cucuias.
Peguei um ou outro gap, sem mãos fortes. Estava com 7k quando veio a primeira mão verdadeira, um KK. Mini raise para 800 do utg, dois calls, eu no cut off empurro all in. Ninguém paga, eu puxo o pot.
Outro período grande sem mãos, os blinds minando meu stack. Um guri mineiro que toda hora gapava, manda novamente, eu no BB de A3 volto all in, de 7k e fração, com a certeza de que ele não pagaria. Ele faz uma firula e larga.
Novamente, período longo só de lixo, sobrevivendo graças a alguns roubos. Blind 400-800, Seqüela manda 2x de utg + 1. Roda fold até mim, eu de KQ penso que ele não tem uma mão tão forte, senão o raise seria maior. Dou a ele par baixo, ou AJ, AT naipado, raise baixo para defender um pouco a mão. Eu tinha pouco mais de 10 blinds, resolvo mandar all in, acreditando que só seria pago por uma mão muito forte.
Seqüela fala, “porra, só tem esse move, toda hora all in ?”, e paga quase imediatamente 8500 fichas de 66. Flop cai o K, mas cai também o 6. Game over.
Acho a jogada de Seqüela muito ruim. Em primeiro lugar, erro crasso de observação. Eu tô short, é óbvio que o meu move é all in. Em segundo lugar, dos dois all ins que eu tinha dado, ele viu um KK. Mais: foi longo o espaço de tempo entre os all ins – o tempo de blind era de 45 minutos. E por último, ele de 66, na melhor hipótese estaria num coin flip, podendo estar perdendo para um par acima.
Para ter odds para encarar o coin flip, o pot teria que ter 17000 fichas – tinha 12900. Se estivesse jogando contra par acima, então, nem se fala. Ou seja, a jogada de Seqüela é prejuízo certo no longo prazo, menos Ev total. Mas, trincou o 6, fazer o quê. Pouco depois, Seqüela torrou as fichas todas num blefe seco, e caiu.
Versu mostrou um poder de reação espetacular: numa das primeiras mãos, trincou o 9, e perdeu para trinca de J, o que o deixou com 2000 fichas. Com dobradas (lá ele) sucessivas, De AJ, QQ e AA, conseguiu chegar a impressionantes 28000 fichas. De AK, encontrou um descrente (o que acabou ganhando o torneio...) pagando de 33. Não veio A nem K, Versu tomou fatiada. Depois, de 77 encontrou TT, outra fatiada. Acabou caindo contra dois outs no river, pouco depois de mim.
Versu
Passamos a acompanhar Davi, que estava jogando muito. Seguro, mas atento às oportunidades.
De J7 no dealer, alguns limp, o Cumpadi usa a posição e manda ficha. Toma call, flop J33, o cara manda, ele paga (ou volta, não me lembro bem), na leitura total. Puxa o pot, mão muito boa.
Cumpadi Davi
Perto da virada para o segundo dia, um Joe de raise baixo, ele paga de 22. Outro cara vem de raise mais 8k (3x no mini raise). Davi tinha 98000 k, decide por pagar,sobrariam 90 k, bem acima do average, e se ele trincasse bombava. Flop cai o 2, Davi dá mesa, o bróder pensa e manda all in. Davi dá instacall. Turn e river no help pro vilão, gg. Davi vira o primeiro dia chip leader, com 140 k.
No segundo dia, as mãos não ajudaram. Veio um KK, Kamikaze, o segundo em fichas, entra de limp, Sobral (o descrente do 33, que acabou campeão) raisa pra 8k, Davi manda all in pra isolar. Kamikaze folda, Sobral pensa uma semana e paga de A7. Suíííííno... No flop vem o A, e Davi perde um pot de quase 90 k.
O mais incrível: Sobral me falou que achou que Davi tinha KK (era óbvio que só podia ser KK ou AA), mas que “tinha que arriscar”. Hein? Como assim? Sabia que jogava por 3 outs, no máximo, e tinha que pagar? Ah, tá.
Mais: se ele fosse observador, contaria só dois outs, pois era bem possível um A no limp de Kamikaze – comentei isso com Versu na hora, e Kamikaze realmente tinha um A. Ou seja, jogou por 2 outs.
Davi não tiltou,continuou seguro, jogando muito, com total paciência, e mandando quando tinha chance. Chegou à mesa final como quinto em fichas. Jogou sem mãos, porque elas não vinham, e empurrou de 53, 54, sendo respeitado pela mesa – inclusive por Leandro Brasa, que chegou na FT chip leader.
Pegou um AK, reraisou André Lazaroni, que pagou e ficou all in de TJ. Eu, minha Cumadi,Versu e Lucas (primo de Miúdo, que apareceu para dar uma força) torcendo. Flop nada, turn nada. Costumo chamar uma carta que não ajude o vilão , falei baixo pra galera: “3... 3... 3..” River: um ‘treizinho’ preto. Comemorei alto (eufemismo para gritei):“TRÊS!!!!!!”
Maridu, esbanjando simpatia (hã?) grita de longe para Salim : “Salim, caiu um três no river. Teve uma galera que ficou animada.” Pensei em falar com ela, que acho que é normal ficar animado quando um amigo elimina alguém na FT do BSOP, e que entendia que ela não estivesse – afinal, foi eliminada quase na bolha... preferi não dar condição, deixei quieto.
Os blinds altos e a ausência de mãos atrapalharam, mas Davi resistiu bravamente, por horas, na mesa final. Quando restavam 5, foi all in de AK, sendo pago por Serjão (cuiabano muito gente boa, que vem para o BSOP Bahia), de AT no BB, que também estava short e não tinha outro move. Flop 789d, nenhum dos dois tem ouro. Flop 6,dando sequência pra Serjão. River jacaré – bad beat bizarro que derruba Davi em quinto lugar.
Serjão foi o quarto, Brasa o terceiro, Kamikaze o segundo e Sobral o primeiro.
Excepcional torneio de meu Cumpadi Davi Versulotti, jogando em meio a nomes como Seqüela, Salim, Caiaffa, Sergio e Alessandra Braga, Gabriel Almeida, Leandro Brasa,. Retribuo as palavras que você já me disse: é uma honra para mim jogar com você, Davi, e honra maior ser seu amigo. Parabéns, o resultado foi brilhante, merecido, e se não fosse os bad beats na parte final, era para mais, certeza.
Cumadi Adriana e mocozeiros. Ainda vamos ver esse símbolo muitas vezes...
Parabéns a Guga, do Best Poker, que acreditou, cavalou e foi recompensado.
Aproveito também para agradecer a Cristiane, prima de Adriana, Vitório, Renan (filho de Cristiane, figuraça!), Cacau e Flávia, pela recepção e cordialidade que tiveram com a gente lá no Rio. Obrigado e um abraço!
Obrigado à galera de Salvador que acompanhou e torceu, valeu!
Cavalinho Truelies e Fabinho QJ, obrigado. A força constante de vocês foi foda. Vamo que todavia!
10K GARANTIDO PLANETA POKER - TORNEIO DE PRIMEIRA GRANDEZA
ESPETACULAR. É o mínimo que se pode dizer do 10 k garantido realizado pelo Planeta Poker, no salão anexo ao Clube de Bridge, no Ondina Apart Hotel. Organização impecável, Juliano e Versu atentos a tudo, esclarecendo todas as dúvidas no momento em que ocorriam.
Foi o torneio com o maior número de inscritos até hoje na Bahia, e o maior prize pool também. O primeiro lugar levou para casa quase R$ 7 k, além de € 500,00 no site Jogo Brasil e um pacote para o Conrad. Todos os participantes do torneio ganharam ainda uma camiseta do site, além de € 10,00 para iniciar a jogatina no Jogo Brasil. O torneio não ficou devendo nada aos realizados lá fora. Lugar bala, equipe de apoio atenta, vários monitores com os dados do torneio, telão, cordialidade dos organizadores, enfim, estrutura excelente, colocando a Bahia de vez no cenário do poker nacional. A galera do Planeta Poker provou, mais uma vez, que está apta a realizar qualquer torneio, de qualquer porte.
Eu vinha fazendo um bom torneio, com total paciência. No primeiro nível de blind, dei limp em early position de 88. Tico deu 5x raise, Guiga fez tudo 10x. Larguei o 88, trincava no flop. Tico acabou sequenciando no river, mas essa mão não ia chegar lá, não. Mas o fold foi correto.
Em outra mão, completei no sb de 55, flop todo alto, larguei. Só fui jogar novamente no terceiro nível de blind, de TT, middle position. Raise padrão 3x, Tico paga. Flop Q6x, eu sou o primeiro a falar, mando o pot para me situar. Tico larga, ganho a primeira mão com quase 2 horas de jogo – mas tinha perdido só os blinds, voltei para o stack inicial.
Blind 150-300, peguei QQ em early position, mandei 1100. Zecão fez tudo 2100, e ficou com 5,5 k atrás. Tive certeza que ele pagaria all in pré-flop, decidi por só pagar e ver o flop. Caiu Axx, eu falava primeiro. Se eu desse mesa, abria mão do pot. Resolvi apostar uma quantidade que não fosse tão pouco que ele pagasse, nem tanto que eu me machucasse. Mandei 2k, decidido por foldar caso tomasse volta. Ele começou a pensar e vi que não tinha o A, dei para ele QQ empatando, ou KK, porque ele demonstrou estar com muita raiva do A. Ele folda, jogando as cartas abertas: KK.
Peguei um AQ, paguei raise 4x de Tico. Achava que estava melhor, mas não voltei porque o bet foi pesado, comprometeria muitas fichas voltando.Flop K9x, Tico larga apostando, eu solto.
Aí veio a derrocada. Joguei uma mão horrorosa, que me tirou do torneio. Estava com quase 16 k, blind 300-600, eu de AQs, faço tudo 2k. Ariel dá call, Delano vem all in, mais 1100 fichas. Ariel demonstrou que não tinha uma mão forte, pois não gostou do all in de Delano, e falou, antes de eu fazer minha jogada, que era só mais 1000, teria que completar. Nessa hora, se eu pudesse teria ido all in, para me isolar com Delano. Mas o all in de Delano não caracterizava raise, então eu não podia, pela regra, dar reraise, só pagar. Paguei, Ariel também. Jacaré até o turn, no river veio a Q top pair. Ariel manda all in. Fiz uma jogada estúpida, imbecil: lembrei que na mão anterior Ariel tinha empurrado de 78. Achei que ele estivesse querendo roubar, ou, na melhor das hipóteses, tivesse acertado a Q, o que faria briga de kicker. Pensei 7 segundos, no máximo, e dei o pior call de minha vida, colocando o torneio apenas com top pair. Ariel, de KJh (leitura correta minha no préflop, ele teria largado se eu pudesse ter voltado em cima do all in de Delano) tinha feito flush de copas no river.
Eu sequer tinha visto o draw de flush. Falta de concentração na mão para não ver o draw, e de foco para pagar o all in. Se eu estivesse concentrado e focado, saberia que:
a) ele provavelmente tinha feito flush, ou pelo menos uma trinca;
b) ainda que estivesse empurrando, eu jamais poderia ter colocado o torneio em risco com apenas um par, ainda que top pair. Eu teria que foldar, e mesmo que ele mostrasse um 72 preto, ainda seria uma decisão correta – além de uma excelente "note" para o restante do torneio.
Se eu tivesse pensado 30 segundos, teria foldado a mão. Pensei só 7, e acabou o torneio para mim, num erro primário e inadmissível. Pelo menos fica a visão Polyana da coisa (lá ele), serve de alerta para que não volte acontecer. Semana que vem tem o BSOP, já pensou se isso tivesse acontecido na bolha lá? Eu acho que pulava do Pão de Açúcar.
Sr. Lazar foi o campeão, mostrando que "axé" e "vai que bate" às vezes dão certo... Lucas Sicupira ficou em segundo, embolsando quase R$ 4 k, resultado também excepcional, comprovando uma nítida evolução no seu jogo. Tico Viana, que é, sim, jogador de primeiro time, ficou em terceiro, e Joel Oliveira mais uma vez demonstrou que não é gigante só no online, cravando um bom quarto lugar.
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A mão que perdi mostra que atenção, concentração e foco, são importantíssimos em qualquer torneio. Você pode até pagar de high card A, mas tenha a certeza que essa é a decisão correta, de acordo com as circunstâncias do momento (seu stack, momento do jogo característica do jogador, ITM ou não, comprometimento ou não, prize pool, etc., etc. etc.).
Por isso, é importante pensar cada jogada, por mais óbvia que ela possa parecer. O açodamento muitas vezes traz decisões equivocadas, e aí é prejuízo certo.
Mas cabe uma ressalva: pensar a jogada não significa dizer que temos que passar uma semana para decidir, quando estamos com a ação. Aqui em Salvador, muita gente demora muito para jogar, em decisões muitas vezes simples. Quantas vezes vemos, no primeiro blind, o cara no utg pensando uma semana para saber se vai ou não no jogo. Depois de muito pensamento, folda a mão...
Outro exemplo: o cara no sb empurra um caminhão de fichas para cima do bb, que também tá bem de fichas, e começa a pensar. Tem AA, meu filho? Paga. Tem KK? Pensa. Qualquer outra coisa, folda.
Claro que não é exatamente isso, as circunstâncias, mais uma vez, têm que ser observadas. Mas, no geral, demora-se muito mais que o necessário, para no final ser tomada a decisão óbvia.
Algumas decisões são difíceis, e deve haver a compreensão da mesa, para que o cara pense tranqüilo – sem exageros. Mas a maior parte das decisões pode ser tomada com relativa rapidez, e não o são.Isso não é bom para quase ninguém, exceto para quem estiver bombando de fichas (às vezes, nem para estes). Poucas mãos são jogadas, o blind vai subindo, e muitas vezes afoga o pensador...
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Há umas duas semanas, falei rapidamente com Barreto que queria conversar com ele. Ele estava de saída do Bridge, não pudemos conversar naquele momento. Iria comentar que achava que a quantidade de torneios oficiais estava matando os sits da galera, aqueles em que a resenha ocorre à vera. Aqueles nos quais se formam os amigos. Queria pensar numa alternativa para que isso fosse retomado, sem prejuízo dos torneios “oficiais”.
Mas os sits não precisam ser retomados, eles continuam. Eu é que não sou mais chamado.
Até aí, tudo bem, é evidente que ninguém é obrigado a me chamar para nada – embora eu não possa negar que isso me entristece, sim, inclusive porque várias dessas pessoas que não me chamam já foram em sits convidados por mim, alguns deles em minha casa, além de tantas vezes receber telefonemas me pedindo para que marcasse o jogo.
O pior foi saber que as pessoas ficam evitando comentar perto de mim, para que eu não saiba. Não sei se para evitar que eu ficasse chateado, ou para evitar que eu fosse aos sits. Se for pela primeira hipótese, acredito que devessem perceber que esse comportamento magoa muito mais. Se for pela segunda, não precisariam se preocupar, não costumo ir a nenhum lugar em que não sou chamado ou bem-vindo.
Acredito que isso deva ser pelos tilts nos bad beats. Já me disseram que eu ofendo as pessoas quando perco. Aqui cabem alguns parênteses. Reconheço que me irrito quando uma jogada claramente ruim dá certo e me tira do torneio. Tilto mesmo, e falo mais do que o que devo. Reconheço, e sei que tenho que melhorar isso – e acho que já melhorei um pouco.Mas não sou o único. Já vi muita jogada de óculos, murro na mesa e discussão de muitos jogadores daqui.
Quanto às ofensas, não é verdade. Eu critico a jogada, não o jogador. Alguns percebem isso, outros não. Repito: não estou dizendo que está certo; está errado e tenho que melhorar. Mas é bem diferente falar da jogada, de falar do jogador.
É comum encontrar em fóruns comentários como “jogada horrível”, “péssima escolha”, etc. Os comentários são sobre as jogadas, não sobre os jogadores. Quando vejo uma boa jogada, sou o primeiro a dizer, “boa mão”, “linda mão”, “jogou muito”. Do mesmo jeito, faço questão de elogiar sempre que posso quem eu entenda que mereça. Dessas coisas, nunca vi ninguém reclamar. O tilt, acham tão grave a ponto de me excluírem completamente.
Tudo certo, ninguém é obrigado a me chamar para nada. Mas ficar evitando comentar os jogos, para que eu não saiba, e ainda posar de brodinho, aí não dá. Minha parada é à vera, e como diria Júnior, o filho do Charlie Brown, meu papo é reto, sem caô. Sei que isso não parte de todos, e alguns gostariam que me chamassem, sim. Mas como tem alguns que não querem, não sou chamado.
Pesando tudo, perdi motivação para continuar com o blog. Meu interesse era dar minha parcela de contribuição para o crescimento (lá ele) do esporte na Bahia. Procurei também ser voz ativa, não me calar frente ao que acho errado, exaltar o que acho certo, enaltecer os bons jogadores, os bons resultados, as boas pessoas. Não sei se consegui, mas sempre procurei, como em tudo na minha vida, fazer o melhor que podia.
Só que ontem, outras pessoas, como por exemplo Daniel Gonçalves, vieram me falar que sempre lêem e gostam do blog, e isso gratifica. Ainda, meus cumpadis Davi e Adriana Versulotti me incentivaram a continuar. Então, vou tentar continuar postando aqui, pelo menos por mais um tempo.
Pasa nada. Fiz amigos no poker, alguns de fé e para toda a vida. Para esses, eu paro bala no peito, se precisar.
A caravana não para, apesar dos pesares. Vamo que todavia!
Abraço,
Barrua
EV +: Luciano Sabujo, em fase BRILHANTE, crava o primeiro lugar no $ 33 com rebuy do PP, levando para casa mais de U$ 4.000,00. Gigante, Sabujo, gigante.
EV +: Planeta Poker, que realizou um torneio SENSACIONAL, de longe o melhor já realizado aqui em Salvador.
Olá Galera! Post novo, com velhas e novas notícias.
As velhas são conhecidas, mas não é replay: Luciano Sabujo mais uma vez brocou no 33 regular do PP, fazendo 2º e puxando U$ 1,158.93 de alfaces. Davi Versulotti fez 5º no 10 + 1 do PS, mais de 500 caboclos no golpe, acrescentando U$ 260,00 ao bankroll.
Eu tô meio lá meio cá, faço uma premiaçãozinha de vez em quando, mas nada digno de muito destaque.
Masa boa notícia da semana é outra: o Rio vai ficar pequeno... Barrua e a família Versulotti (Moisés, Davi e Adriana) de passagem comprada para o dia 12/04 – não por coincidência, o fim de semana do BSOP.
Versu e Barrua já confirmados para jogar (Upa Upa cavalinho Truelies!), e Cumpadi Davi tá na instiga.
Tô bem animado, principalmente pelos bons resultados que venho obtendo no live esse ano:
# 16º no Circuito Paulista, com field de 181, dentre eles os melhores do país;
# 1º lugar na 2ª etapa da Quinta dos 300;
# 1º lugar na 3ª etapa da Quinta dos 300;
# 4º lugar (ITM) na 4ª etapa da Quinta dos 300 (de quebra, o primeiro lugar do ranking, ganhando passagem e hospedagem para Fortaleza-CE)
Preciso melhorar meu jogo em torneios turbo. Antigamente, jogava bem esses torneios. Hoje em dia, meu estilo de jogo funciona bem em torneios longos, mas tenho tido dificuldades nos turbos.Nenhuma vaga nos satélites do Planeta Poker comprovam isso. Ajustes necessários, tô ligado nessa movimentação. Vamos ver se vinga.